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Desistência na Carreira Docente: um cenário alarmante revelado por pesquisa inédita


Sam Balye/Unsplash

Desistência na Carreira Docente: um cenário alarmante revelado por pesquisa inédita


Lúcia Teixeira, presidente do Semesp, destaca a importância desses dados para compreender o que motiva os professores a permanecerem na profissão. Ela ressalta a paixão pelo ensino e a satisfação em ver o desenvolvimento dos alunos como fatores cruciais.


Além dos desafios enfrentados pelos professores, a pesquisa também aborda a situação das licenciaturas no Brasil, destacando a alta taxa de desistência nesses cursos. Apesar dos esforços para atrair mais jovens para a área da educação, apenas 17% dos alunos do ensino superior cursam licenciaturas, e as desistências continuam sendo uma preocupação.


Diante desse cenário, é evidente a necessidade de medidas urgentes para valorizar a carreira docente, promover a segurança e o bem-estar dos professores e garantir uma formação de qualidade para os futuros educadores do país.


Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Semesp trouxe à tona uma realidade preocupante: oito em cada dez professores da educação básica já consideraram desistir da carreira docente. Os motivos são diversos e abrangem desde questões financeiras até a falta de reconhecimento profissional.


Divulgados nesta quarta-feira (8), os dados da pesquisa "Perfil e Desafios dos Professores da Educação Básica no Brasil" revelam uma série de desafios enfrentados pelos educadores do país.


Realizada entre os dias 18 e 31 de março de 2024, a pesquisa entrevistou 444 docentes das redes pública e privada, abrangendo desde o ensino infantil até o médio, em todas as regiões do Brasil. Os resultados são alarmantes: cerca de 79,4% dos professores entrevistados já cogitaram abandonar a profissão, enquanto 67,6% expressaram sentimentos de insegurança, desânimo e frustração em relação ao futuro profissional.


Entre os principais desafios enfrentados pelos professores, destacam-se a falta de valorização e estímulo na carreira (74,8%), a indisciplina e desinteresse dos alunos (62,8%), a ausência de apoio e reconhecimento da sociedade (61,3%) e a falta de envolvimento das famílias dos alunos (59%).


A pesquisa também revela que mais da metade dos docentes (52,3%) já enfrentou algum tipo de violência enquanto exercia sua atividade profissional. As formas de violência mais relatadas incluem agressão verbal (46,2%), intimidação (23,1%) e assédio moral (17,1%), muitas vezes praticadas por alunos, responsáveis e até mesmo funcionários da escola.


Apesar dos desafios, a pesquisa mostra que a maioria dos professores (53,6%) ainda se sente satisfeita ou muito satisfeita com a carreira. Os motivos que os mantêm nas salas de aula incluem o interesse em ensinar e compartilhar conhecimento (59,7%), a satisfação em ver o progresso dos alunos (35,4%) e a vocação pessoal (30,9%).


Lúcia Teixeira, presidente do Semesp, destaca a importância desses dados para compreender o que motiva os professores a permanecerem na profissão. Ela ressalta a paixão pelo ensino e a satisfação em ver o desenvolvimento dos alunos como fatores cruciais.


Além dos desafios enfrentados pelos professores, a pesquisa também aborda a situação das licenciaturas no Brasil, destacando a alta taxa de desistência nesses cursos. Apesar dos esforços para atrair mais jovens para a área da educação, apenas 17% dos alunos do ensino superior cursam licenciaturas, e as desistências continuam sendo uma preocupação.


Diante desse cenário, é evidente a necessidade de medidas urgentes para valorizar a carreira docente, promover a segurança e o bem-estar dos professores e garantir uma formação de qualidade para os futuros educadores do país.

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