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Nível de alfabetização infantil no Brasil volta a subir após pandemia: 56% das crianças alcançam meta



O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta terça-feira (28) que 56% das crianças matriculadas em escolas públicas foram alfabetizadas na idade certa em 2023. Este dado, que reflete o desempenho de crianças de 6 e 7 anos, faz parte dos primeiros resultados do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa lançado pelo governo federal em julho do ano passado.


Retomada Pós-Pandemia


O índice de alfabetização infantil sofreu um impacto significativo durante a pandemia de COVID-19, com muitos alunos enfrentando dificuldades devido ao ensino remoto e à interrupção das aulas presenciais. A recuperação observada em 2023, no entanto, indica um retorno aos níveis pré-pandemia, que em 2019, segundo o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), era de 55%.


Desempenho por Estados


Os estados que mais se destacaram no índice de alfabetização foram Ceará (85%), Paraná (73%) e Espírito Santo (68%). Em contrapartida, estados como Bahia (37%), Rio Grande do Norte (37%) e Sergipe (31%) apresentaram os menores percentuais. O ministro da Educação, Camilo Santana, enfatizou a necessidade de continuar avançando: “É importante comemorar, mas ainda estamos muito longe, porque não queremos apenas metade das nossas crianças alfabetizadas na idade certa, queremos 100%. Progredimos, porém ainda temos um longo caminho a percorrer”, afirmou.


Investimentos e Iniciativas


O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem como objetivo garantir que todas as crianças do 2º ano do ensino fundamental saibam ler e escrever. Para isso, o MEC investiu mais de R$ 1 bilhão no programa, envolvendo 100% dos estados e 99,8% dos municípios. As ações incluem a construção de cantinhos de leitura nas escolas, a formação de gestores e professores, além do desenvolvimento de políticas locais de alfabetização.


Nova Ferramenta de Avaliação


Para monitorar mais precisamente o progresso das crianças, o governo implementou uma nova ferramenta de avaliação, que complementa o Saeb. Diferente do Saeb, que avalia amostras de alunos do 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio a cada dois anos, a nova avaliação é anual e censitária, englobando todos os alunos do 2º ano do ensino fundamental. Esta mudança visa proporcionar um acompanhamento mais constante e detalhado da alfabetização infantil em cada rede de ensino.


Situação nos Estados


Os dados mais recentes mostram a variação significativa nos índices de alfabetização infantil entre os estados. Alguns dos percentuais são:


  • Brasil: 56%

  • Ceará: 85%

  • Paraná: 73%

  • Espírito Santo: 68%

  • Bahia: 37%

  • Rio Grande do Norte: 37%

  • Sergipe: 31%


Estados como Acre, Roraima e o Distrito Federal não tiveram seus dados divulgados pelo MEC.


Conclusão


O aumento no índice de alfabetização infantil é um sinal positivo de recuperação após os desafios impostos pela pandemia. No entanto, o governo e a comunidade educacional reconhecem que ainda há muito trabalho a ser feito para alcançar a meta de 100% das crianças alfabetizadas na idade certa. A continuidade dos investimentos e o monitoramento constante são essenciais para garantir que todas as crianças brasileiras tenham acesso a uma educação de qualidade desde os primeiros anos de vida.

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