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Presidente e ministro das relações exteriores morrem em acidente de helicóptero


Presidente iraniano, Ebrahim Raisi

Na manhã de hoje, a mídia iraniana confirmou a morte do presidente do Irã, Ebrahim Raisi, de 63 anos, e do ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir Abdollahian, após um trágico acidente de helicóptero na província montanhosa do Azerbaijão Oriental. O helicóptero caiu próximo à vila de Tavil, resultando na morte de todos os ocupantes a bordo.


Entre os mortos também estavam o governador da província do Azerbaijão Oriental, Malek Rahmati; o condutor da oração de sexta-feira de Tabriz, Imam Mohammad Ali Alehashem; além do comandante, copiloto, chefe de tripulação, chefe de segurança e outro guarda-costas. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas, e as autoridades locais enviaram pelo menos 73 equipes de resgate ao local, segundo Pir-Hossein Kolivand, chefe do Crescente Vermelho Iraniano.


Imagens de drones capturadas pelo Crescente Vermelho e transmitidas pela agência de notícias estatal Fars mostram os destroços do helicóptero em uma encosta íngreme e arborizada, com poucos restos visíveis além de uma cauda azul e branca.


Ebrahim Raisi: Uma vida marcada por controvérsias


Nascido em 1960, Ebrahim Raisi iniciou sua carreira como promotor no início da década de 1980. Ele progrediu rapidamente, tornando-se procurador-geral de Teerã em 1994 e chefe do sistema judiciário do Irã em 2019. Raisi assumiu a presidência em 19 de junho de 2021, após uma eleição que muitos iranianos consideraram manipulada. A participação eleitoral foi de apenas 48,8%, a mais baixa desde a Revolução Islâmica de 1979.


A trajetória de Raisi é marcada por controvérsias. Em novembro de 2019, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou Raisi por sua participação na "comissão da morte" de 1988, quando era promotor. Ele também foi criticado por um relatório das Nações Unidas que indicava que o judiciário iraniano aprovou a execução de pelo menos nove crianças entre 2018 e 2019.


Impacto no cenário político iraniano



A morte repentina de Raisi e Abdollahian representa um golpe significativo para o governo iraniano, que já enfrenta desafios econômicos e políticos internos e externos. Analistas esperam um período de incerteza enquanto o país se prepara para escolher um novo líder em meio a um cenário político tenso.


A comunidade internacional observa de perto os desdobramentos dessa tragédia, que pode ter implicações profundas para a estabilidade regional e as relações diplomáticas do Irã.

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